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Ivan, quem é? Você conhece? Nunca ouvi falar.

Por Ivan Scrapile

É incrível como as pessoas dão muita importância para grifes, não sei se a colocação é mesmo essa mas vamos lá.

Eu peguei um texto meu e coloquei como autor um cara que está muito em evidência na mídia e dei para um amigo ler, ele leu e comentou, esse cara é mesmo incrível, muito bom.

Ai eu lhe mostrei um outro, meu também, e ele disse, legal, eu senti que foi um legal para ser simpático, leu muito mais rápido do que o outro.

Eu confesso que isso não me atinge, pelo contrário, fico pensando, que cabecinha tem esse cara, afinal de contas eu não estou querendo competir com ninguém, quero apenas assim como ele colaborar, só que tem alguns que abrem mão do conteúdo preocupando-se apenas com o autor, ou, sabe aquela roupinha que você encontra no Brás por R$ 20,00 mas prefere comprar no shopping, a mesma roupa, a mesma marca, e pagar bem mais caro, pois é, é mais ou menos a mesma coisa.


Eu era gerente regional pela Sonora e fui com o gerente visitar o dono de uma grande rede de lojas regional em Porto Alegre, e fomos propor a ele um convênio com a nossa empresa, só que aqui em São Paulo nós tínhamos fechado com grandes empresas, Macdonalds, Lojas Americanas, na época também com o antigo Mappim, toda rede Sears, lembram dessa última, seu slogan era “satisfação garantida ou seu dinheiro de volta” , só que eu até então não havia comentado nada sobre isso, deixei ele analisar e dar a sua opinião.

Ele fez vários questionamentos ridículos, sem fundamento, e a sua resposta caminhava para um sonoro não, pois bem, depois do seu não, eu comentei sobre essas empresas conveniadas de forma bem sútil e fiz de propósito, tanto que deixei para o fim, abri a minha pasta e coloquei todos os panfletos, chamadas em grandes jornais (Estado de São Paulo), revistas (Pais e Filhos, Veja) sobre a sua mesa.

O seu semblante mudou, e eu fingindo não ter notado, já me coloquei para ir embora, de forma humilde, sem querer esnobar mas esnobando, e ele, adivinhem? Mudou radicalmente, seus questionamentos passaram a ser outros, agora mais inteligentes, lógicos, então vejam como agem certas pessoas, você traz conteúdo, boas idéias, mas é um desconhecido, então não vale, se estiver desempregado então, além de não te ouvir, são capazes de nem notar a sua presença.

É lógico que ninguém é obrigado a concordar com tudo, cada um pode e dever ter a sua opinião, mas nunca devemos deixar de lado o grande, sempre oportuno, bom senso.

A pessoa é uma desconhecida, basta namorar com um famoso(a) para o seu cachê dobrar, fica em evidência enquanto interessar, sem importar muito se é feio(a) ou bonito(a), basta esse relacionamento terminar para acabar com a sua popularidade.

Parece que depois perdem a beleza, o encanto, alguns(as) conseguem sustentar essa popularidade, parabéns foram criativos(as), precisavam apenas como muitos de uma oportunidade.
É incrível mas tem pessoas que são induzidas, manipuladas.

Agora vejam, o que importa quem é o Ivan? Importa sim o que foi feito, a atitude, leu? Gostou? Serviu para você? Que bom, fico contente em poder ajudar, e longe, muito longe de querer ser o dono da verdade, a verdade são os resultados, a determinação.

Ser famoso nem sempre é sinônimo de competência, portanto não confundam com aproveitadores.

Esse exemplo serve para mostrar que independente de quem seja, qualquer tipo de ajuda é sempre bem vinda, as vezes com apenas uma frase bem colocada, acaba mudando e muito a nossa maneira de pensar, de agir, muitas pessoas gostam de compartilhar, aconselhar, sim porque são mais vividas, já passaram por situações muitas vezes até mais difíceis, e não necessariamente os mais velhos, tem muitos jovens de cabeça feita, prontos para ajudar, não existe limite de idade para se ter bom senso, para ser uma pessoa ponderada, quantos mais velhos não tem essa que podemos chamar de virtude.

Outra que eu escuto e detesto é, se o cara é bom porque está desempregado? Ou, nossa com essa idade e nunca foi promovido a nada?

Agora vamos inverter isso, será que não faltou competência para enxergar esse profissional e contratá-lo, ou se empregado ter a mesma visão e promovê-lo.

Eu mesmo já cheguei a contratar alguns desses desempregados competentes, que foram recusados pelos supostos competentes, alguns quase liguei para os seus ex-chefes para agradecer o presente.

Também já cheguei a assumir a responsabilidade de aceitar transferência para a minha loja de profissionais que estavam para ser demitidos, eles venceram e os seus ex-chefes ficaram numa situação delicada para explicar para o gerente geral porque para eles essas pessoas eram fracas. E quem para vocês era o fraco nessa estória?

Isso não significa que eu tenha uma bola de cristal, só que eu conhecia muito bem quem era um e quem era outro, não tenho o costume de colocar o meu pescoço em risco.

Agora se vocês pararem para pensar, até o gerente geral tem culpa também, afinal de contas quem os colocou como gerente.

Então vejam que você paga pela incompetência dos outros, ou seja, se ninguém quis é porque a coisa não é boa mesmo, e quantos pseudos especialistas em contratações não pensam da mesma forma.

É gente, o ser humano é mesmo complicado, falam com uma desenvoltura que causa espanto, mas quando questionados se enrolam todo.

Eu assisti alguns programas do Roberto Justus, e eu gostava quando ele apertava o candidato para dar mais detalhes sobre aquela sua longa análise, porém sem conteúdo, atitude essa muito comum em reuniões para aqueles que mais precisam de um palco do que de uma mesa.

Pronto, era o suficiente para perceber que o indivíduo estava apenas tentando se destacar, era infeliz e até anti-ético em algumas colocações, é aquele negócio do não gosto, não gosta porque? E lhe falta explicação lógica, ou nem ele mesmo sabe porque não gosta.

Bem, falando de grifes, de grandes redes de loja, e eu sempre chamando a atenção de todos para os DETALHES, fui ontem até as Casas Bahia para efetuar um pagamento que estava atrasado, entrei na loja e me dirigi até os caixas que ficam estrategicamente, ou por segurança, no fundo da loja, encontrei vários “vendedores” desocupados e ninguém, vou repetir, ninguém me disse boa noite, as suas ordens, posso ajudar, ou sei lá o que, mas enfim que notassem a minha presença.

A gente acaba ficando com aquela sensação de que, será que eu estou morto? Invisível talvez? Você procura rapidinho um espelho para ver se a sua imagem reflete, tenta passar por uma parede.

Tudo bem que eu tenha me dirigido aos caixas de forma rápida, mas tive que atravessar toda a loja. Quando chego encontro várias pessoas na fila e uma moçinha atrás do balcão me pergunta em voz alta, a sua parcela está atrasada? E eu respondendo que sim, ela me pede para que eu vá até o outro balcão para que seja calculado os juros.

Agora eu pergunto a vocês, está correta essa sua atitude? Essa funcionária está precisando de um treinamento? Ela tem gerente? Ou será que lá existe um?

Confesso que não foi o meu caso, mas qualquer pessoa se sentiria constrangida pela sua atitude, e para aqueles que pensam que só treinamento resolve estão muito enganados, nesse caso falta educação, postura, e isso você já tem que ter, afinal de contas estamos falando de uma grande empresa, ou será apenas uma empresa grande?

Agora vá até o Recursos Humanos e candidate-se a uma vaga nesse lugar, vão exigir experiência, as(os) psicólogos(as) tem uma série de dinâmicas, umas mais bonitinhas que as outras, várias entrevistas, psiconãoseioque, e por ai a fora, e o pior, aprovam, e depois largam como se tudo estivesse resolvido, por isso é que eu destaco muito a importância de um gerente competente para corrigir, ou dar continuidade a qualquer tipo de treinamento.

Todos que estavam ali naquele momento olharam para mim, juro que deu vontade, em represália aquela atitude, de explicar a todos porque eu estava pagando com atraso, e em voz alta também, e isso não seria para me justificar, e sim para deixar aquela funcionária e o seu gerente constrangido pela atitude incompetente de agir, e que por falta de alguns pequenos detalhes, perde-se um cliente.

Por Ivan Scrapile

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